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25/Set/2012 - Reportagem no Diário do Comércio referente a palestra ministrada sobre EFD-Contribuições e EFD-ICMS/IPI

 

Reunião do Conselho do Setor de Serviços da ACSP: José Maria Chapina Alcazar e Wilson Gimenez Júnior fazem palestra sobre de tributos e escrituração. - Newton Santos/Hype

Os empresários e os responsáveis pela contabilidade das empresas terão que encontrar um ambiente eletrônico harmonioso para a integração das informações do negócio, de modo a cumprir adequadamente as exigências da Escrituração Fiscal Digital (EFD). O tema foi o principal assunto na reunião de ontem do Conselho do Setor de Serviços da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em que também se discutiu a importância dos empreendedores já começarem a analisar a melhor opção de regime tributário para o próximo ano. 
 
"Todos os regimes (como lucro presumido, lucro real) exigem a manutenção da contabilidade. Até mesmo o Simples Nacional", alertou o coordenador do Conselho do Setor de Serviços e um dos palestrantes do encontro, José Maria Chapina Alcazar, também presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis no Estado de São Paulo (Sescon SP) e do Conselho de Assuntos Tributários da FecomercioSP. 
 

Newton Santos/Hype

O mês de janeiro, conforme lembrou Chapina, é a única oportunidade para se optar, se esse for o caso, por um sistema de tributação que seja mais adequado ao negócios. "É  interessante que as empresas tenham estimativas do orçamento de 2013, para simular situações do melhor sistema tributário", exemplificou. 
 
Parcerias – A necessidade de parceria entre as empresas e os responsáveis pela sua contabilidade também foi destacada na palestra do diretor financeiro da Associação das Empresas de Serviços Contábeis de São Paulo (Aescon- SP), Wilson Gimenez Júnior.
 
O executivo apontou alguns riscos e também soluções para se implementar a Escrituração Fiscal Digital (EFD). Ele comparou que "o monitoramento do fisco tornará mais intenso o 'Big Brother fiscal' que o mercado já vive, por força de ferramentas tecnológicas 'poderosíssimas'". 
 
Gimenez comentou que o modelo convencional, em que o contribuinte emitia a nota fiscal e a enviava à contabilidade para que ela gerasse todas as obrigações acessórias, não funciona mais. "Com as EFDs, isso não é mais possível, porque a participação da empresa no processo é determinante", alertou.
 

Plateia formada por contadores e empresários recebe alerta para os possíveis problemas de 'inconsistência' nas futuras declarações. - Newton Santos/Hype

Antes não havia livros para registros dos tributos PIS e Cofins, mas  hoje há. Os 52 campos da EFD do ICMS/IPI, outro exemplo, evoluíram para 1.492 – o que vai ao encontro do detalhamento das informações. 
 
Uma simples divergência ao denominar uma unidade de medida (quilo ou Kg), ou distintas nomenclaturas para um mesmo produto poderão expor a empresa a uma inconsistência perante a fiscalização. Por isso, alertou Gimenez, empresários e escritórios de contabilidade terão que trabalhar em conjunto. 
 
Há dados, nos processos de escrituração digital, que serão lançados pelo empresário; outros, pela sua contabilidade. Ambos terão que fazer uso de softwares que permitam essa integração. "Não deixe seu cliente sozinho na empreitada de escolha do software", recomendou.
 
Há casos em que o contador também poderá ser considerado co-responsável. Um ano de omissão de Sped Fiscal, exemplificou, resultaria em multa de R$ 605 mil.

Fonte: Reportagem do Diário do Comércio em 12/09/2012